Estar seguro é uma piada
Tanto perigosa quanto insana
Navego por mares estranhos
A mim, não para os outros
Que surgem quando os olho
Eles parecem querer se apoderar
Daquilo que restou no fim
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
domingo, 9 de agosto de 2015
Ontem
Desembarquei em agosto da suposta nave do conhecimento e me detive nada sabendo do que ocorria aqui dentro o que se dirá do lado de fora. A interação com o presente ficou distante e rude por frações de milésimos e pareceu eterno. Preciso entrar na esfera da sociabilidade. E o meu amanhecer era vermelho como os poentes de verão e eu chorei cada dia que passava, pois cada um prenunciava o seu término. Os dias passariam a ser outras estações e me detive refém dessa realidade obscena, despudorada e proibida. A realidade era destilada em sótãos escuros e empoeirados e eu não pertencia a mim, mas ao menino curioso, irrequieto e inquieto que me habitava.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Soneto do ocaso
Eu vi a morte, eu estava vivo
E não posso esquecer a vida
E quanto aquela nos empurra
Pra outra margem do rio
A Ceifadeira passou no leito
Próximo ao meu, mas não estava
Resolvi dar uma folga ao colchão
E quando ela quis me acordar
Eu não estava lá, frustrada
Ela não quis voltar de mãos
Ou melhor, com a cova vazia
Pegou o primeiro ao lado
Assim partiu meu companheiro
Minha familia nos últimos meses
E não posso esquecer a vida
E quanto aquela nos empurra
Pra outra margem do rio
A Ceifadeira passou no leito
Próximo ao meu, mas não estava
Resolvi dar uma folga ao colchão
E quando ela quis me acordar
Eu não estava lá, frustrada
Ela não quis voltar de mãos
Ou melhor, com a cova vazia
Pegou o primeiro ao lado
Assim partiu meu companheiro
Minha familia nos últimos meses
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