terça-feira, 15 de março de 2016

Παζ

A paz dos loucos surge depois de nenhuma conquista quando todas as  supostas derrotas tiverem sido colocadas e retiradas dos ombros. Quando a brisa, o frio, o calor, o vento e a chuva caminharem no mesmo curso das  utilidades e confortos do mundo físico e biológico e sejam, de fato, a melhor premiação em vida saudável.
Ela pode advir do conforto raro de noite bem dormida enquanto o mundo se estatela na noite.
E ela é sombria podendo ser longa.
A paz pode vir da aproximação e acareamento do selvagem e do docilizado. Entes recorrentes na cristalização de personalidades oriundas de planos de educação do pós Segunda Guerra para países emergentes, leia-se colonizados e com forte potencial genético suicida mesclado ao do colonizador.
Pode vir das batalhas milenares interclassistas diárias e inconscientes que aparecem como máscaras rudimentares que tentam (e muitas vezes conseguem) proporcionar o distanciamento de objetivos simples como aprender,  amar e voltar para casa.
A paz pode vir da consciência de que as relações vieram inscritas no mundo com um forte teor arrivista sedimentado  em odiosos preconceitos históricos sem embasamentos técnico-científico. E por isso, quando possível  e detectável, interromper as réplicas do mundo agonizante, que não se sabe o que lhe fez mal, evitando turbulências desnecessárias seja a melhor ação, o não fazer.
E a paz pode vir do retorno do mergulho no inferno
- do latim, infero, inferior, de baixo. As profundezas do onto e suas implicações sócio- políticas no tempo e espaço.
A paz envolve disputas, desentendimentos,  obstáculos e dificuldades. Guerras, conflitos, confrontos, bloqueios e invasões são frutos da errante caminho e ambições humanas. Fogos de artifício e minas de riquezas, os primeiros distração para ingénuos e beligerantes, a segunda ferramenta de captação de recursos, sobretudo minerais e hidrocarbonetos, além dos humanos.
A paz envolve a depuração daquilo que se apresenta porque o conhecido, o propalado e jogado aos ventos soa tão débil e frágil como verdades perfeitas e eternas.



sábado, 12 de março de 2016

Πορκωζ

Pensando na porcologia social
Uns se esforçam em ser porcos
Outros almejam ser doutor
Dura lex sed lex erga omnis
Data venia isto posto
Chafurdo no meu quintal
Meu nariz interruptor
Roinc, roinc, roinc, roinc
Tenho muito a dizer
Roinc, roinc, roinc