quinta-feira, 19 de março de 2015

Parques

Passeava pela manha no parque
Nele vi e ainda vejo coisas belas
Nao e uma janela para o mundo
Mas e tambem por onde o vejo
Passarela de vaidades, corpos
Beijos, namoros, cachorros
Roubos, skates, bikes
Seres instantaneos no microondas
Pedintes, moradores de rua
Malandros em cada canto
E os oficiais uniformizados
Todos contentes em ser smith
Depois de tantos veroes
Parques sao palcos de espetaculos
Belos, singelos e horrendos
Rio, chorro, corro e inauguro
O novo vestido de velho, reverso

segunda-feira, 9 de março de 2015

mulheres guerreiras

nas tardes de modorra e languidez
ouço voz reprovatoria ao longe
fujo de ecos milenares esgotados
cantados, trovados, versificados
amaldiçoados pelo humano
nao quero ouvir musa bebada
nem esculpida pela pedra
vai medeia de mil cabeças
afrodite condenou aracnes
por ter beleza preterida por mortal
helena fugiu do seu rei
pela eleiçao do amor de paris
sendo aranha poetizou suas tramas
nunca pensou em mortalha
como a outra prisioneira penelope
digna segue na tecelagem da vida
nem moira, fada ou bruxa
a pequena deusa acordou um dia
continuou o que fazia de melhor
trançar, tramar, rodar e amar
na demencia de uma era morta
e ao longe os caes rigozijam-se
com os restos colhidos da estrada

sábado, 7 de março de 2015

bicholandia

eu soltava meus bichos a tarde
eram esquisitos como a matrix
vinham em manadas desfilar
nas ciclofaixas pintadas
eram de todas as cores
falavam diversos idiomas
tinham varios governos
em eventos se uniam em bandos
nao tinham ideologia mas genotipo
estava junto ora pastor.ora gado
nesse rebanho maleavel
que se cruzava entre si
coices aqui e chifradas aladas
cutucavam o couro vivo
dos sapatos cintos, bolsas
mas o meu nao tinha valor
no fundo ficava feliz
por nada valer em um mundo
com valores falsos e.invertidos
sentia-me livre e a merce, do porvir
ia indo e vindo. sem destino
embora. o preceito burgues
ainda incomodasse como sino
nas manhas tardes e refeiçoes
pergunta sobre a origem de tudo
trabalho suor .mais valia
a gratuidade de tudo e o custo

bicholandia

eu soltava meus bichos a tarde
eram esquisitos como a matrix
vinham em manadas desfilar
nas ciclofaixas pintadas
eram de todas as cores
falavam diversos idiomas
tinham varios governos
em eventos se uniam em bandos
nao tinham ideologia mas genotipo
estava junto ora pastor.ora gado
nesse rebanho maleavel
que se cruzava entre si
coices aqui e chifradas aladas
cutucavam o couro vivo
dos sapatos cintos, bolsas
mas o meu nao tinha valor
no fundo ficava feliz
por nada valer em um mundo
com valores falsos e.invertidos
sentia-me livre e a merce, do porvir
ia indo e vindo sem destino
embora o preceito burgues
ainda incomodasse como sino
nas manhas tardes e refeiçoes
pergunta sobre a origem de tudo
trabalho suor mais valia
a gratuidade de tudo e o custo