terça-feira, 20 de setembro de 2016

Guarani

Algumas vezes paro meu canto para não enlouquecer. Não afogar- me nos refluxos de ondas e marés ao longo do dia. O vento sopra gelado e traz a lembrança da maresia, de quando os gens atravessavam o mar em busca de fertilidade e magias. Eu ainda não existia, mas  sinto o vento fustigar minhas faces, gelado, inclemente e constante.  Sou a vela das naves que insuflada incha, expande, avança e arrebenta nos ais do território.