A vida continua
impulsiona a roda
as vezes semeia
outras ceifa
terreno fertil
solo arenoso
chao esteril
surge entre rochas
viadutos e espinhos
asfalto ou rachadura
ela e assim mesmo
pelo vento, esperma
semente, polen
ovo, flor, vibriao
broto, flor, no amor
na dor e calor
segue o ciclo
vai plantando
contagia e procria
em cada novo rosto
em caca dia
sol de poesia
ontem veio mais uma
esperada, amada
ja comentada
ontem veio o Pedro.
sábado, 25 de abril de 2015
A vida continua
impulsiona a roda
as vezes semeia
outras ceifa
terreno fertil
solo arenoso
chao esteril
surge entre rochas
viadutos e espinhos
asfalto ou rachadura
ela e assim mesmo
pelo vento, esperma
semente, polen
ovo, flor, vibriao
broto, flor, no amor
na dor e calor
segue o ciclo
vai plantando
ontagia e procria
em cada novo rosto
em caca dia
sol de poesia
ontem veio m
mais uma
impulsiona a roda
as vezes semeia
outras ceifa
terreno fertil
solo arenoso
chao esteril
surge entre rochas
viadutos e espinhos
asfalto ou rachadura
ela e assim mesmo
pelo vento, esperma
semente, polen
ovo, flor, vibriao
broto, flor, no amor
na dor e calor
segue o ciclo
vai plantando
ontagia e procria
em cada novo rosto
em caca dia
sol de poesia
ontem veio m
mais uma
domingo, 19 de abril de 2015
SP
Nao consigo mais viver sem aquela que aprendi a gostar desde criancinha, mesmo sem a ter visto. E a pressa de dizer tudo rapido, esbaforido, como se fosse perder o trem das onze do Adoniran nao da tempo, ponto, nem pausa dois pontos, virgula, travessao se desconhece como se as palavras paridas por ai fossem escapar por bueiro caindo no Tiete ou Pinheiros, se afogando em intensidade. Enfim as vezes se da um respiro e se percebe este ser vivo que nos envolve e abraça nessa camisa de força viva e nesse sanatario ao ar livre, entre iguais nao nos disfarçamos e nao nos percebemos, no ceu plumbeo comum de cada dia entre bilhoes de particulas de dioxido de carbono as vezes vivo, mais raramente respiro. Inalo muitas coisas diferentes de ar, talvez seja camara de gas do Hitler, disfarçada, como os prisioneiros daquele ja tomando agua fluorada para acalmar e levar tudo 'de boa'.
Coisas de amor bandido, louco, desmedido como aquele estranho amor, tudo que odeia e rejeitado, acho que esta e Sao Paulo.
Coisas de amor bandido, louco, desmedido como aquele estranho amor, tudo que odeia e rejeitado, acho que esta e Sao Paulo.
sábado, 18 de abril de 2015
Pais
Nem aguas de março
Nem chuva de verao
Ou mudança de estaçao
Nem o frio de abril outrora pontual
Passagens corriqueiras
O que conta e o que permanece
Como memoria, vivencia e amor
Dores, alegrias e saudade sem fim
Marca daqueles que se foram
Pra onde nao importa,
Mas nao se ve, so se sente
Que ainda existe em nos
Como o ar, o. calor e a fe
Nem chuva de verao
Ou mudança de estaçao
Nem o frio de abril outrora pontual
Passagens corriqueiras
O que conta e o que permanece
Como memoria, vivencia e amor
Dores, alegrias e saudade sem fim
Marca daqueles que se foram
Pra onde nao importa,
Mas nao se ve, so se sente
Que ainda existe em nos
Como o ar, o. calor e a fe
sábado, 4 de abril de 2015
Voos
Do trigresimo segundo andar
Era melhor porque via o Othon
A sua piscina lotada vista do Copan
E pensava seriamente ser deus
Prisioneiro de megalomania
Construida nas alturas e frisos
Externos do predio, onde rastejava
Entre o vao da janela e a varanda
Tao imaginaria, mas concreta
Como a queda esfacelante
Se houvesse mas louco guiava-me
E devoto desse anjo decaido
Tornei-me quando o vi subir
Tres andares sem esbaforir
Com sua formosura e elegancia
Divinas mas com lama nas vestes
Essa antitese na representaçao
Me fascinava como a ebrio
Fascinado demais pela cor
Quando as tardes eram azuis
Hoje lembro das bossais figuras
Imagens carcomidas pelo tempo
Exagerei no tom das cores
Elas borram como as cinzas
Que se jogam ao mar e vento
Oitavos andares fasciam mais
Mais proximos do chao
Voos mais curtos, quedas menores
Era melhor porque via o Othon
A sua piscina lotada vista do Copan
E pensava seriamente ser deus
Prisioneiro de megalomania
Construida nas alturas e frisos
Externos do predio, onde rastejava
Entre o vao da janela e a varanda
Tao imaginaria, mas concreta
Como a queda esfacelante
Se houvesse mas louco guiava-me
E devoto desse anjo decaido
Tornei-me quando o vi subir
Tres andares sem esbaforir
Com sua formosura e elegancia
Divinas mas com lama nas vestes
Essa antitese na representaçao
Me fascinava como a ebrio
Fascinado demais pela cor
Quando as tardes eram azuis
Hoje lembro das bossais figuras
Imagens carcomidas pelo tempo
Exagerei no tom das cores
Elas borram como as cinzas
Que se jogam ao mar e vento
Oitavos andares fasciam mais
Mais proximos do chao
Voos mais curtos, quedas menores
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