sábado, 20 de junho de 2015

Viver

Só quem excursionou pelo inferno
De Dante ou de outro
Sabe reconhecer o paraíso
Próprio do sentimento de amar
Ele chega devagar, fica um dia
Abstem-se um ou dois
Mas sempre vem à lembrança
Amar é conjugar o verbo êxtase
Todos os dias a cada segundo
É tornar uma cena de ciúme
Ou talvez possessão
Em motivo de piada e riso
É sentir a firmeza do porto
Enquanto o mundo desaba
E o mar está revolto
Amar é droga, remédio natural
E se repetir três vezes, mantra

domingo, 14 de junho de 2015

Contra-ponto

Subtraio os intervalos do vacuo
As vezes deixo algo me habitar
O laboratorio nao e a prova de vida
Sinto as heras abraçarem o corpo
Que as vezes habito em desespero
Na fusao de bocas ofegantes
Que urgentemente se fundem

domingo, 7 de junho de 2015

Piegai-vos

A fortuna me presenteia com a plenitude de estar e mim e no mundo por instantes, imerso e nao disperso. A estranha segurança de segurar o cetro do mundo, sem a visita pontual de totalidade absurda ligada a devaneios que associam poder com destruiçao e força.
Ter poder e estar no meio da massa cosmica, perceber por fraçoes os mecanismos e extasiar-se com o que se ve, como extensao do Cosmos e criaçao maxima.
Ter poder e regizijar-se com a plenitude dos tropeços e sacolejos e as vezes um belo cenario chamado mundo. O mais importante, nao ter medo de ser piegas, que as vezes, nos torna humanos.