domingo, 19 de abril de 2015

SP

Nao consigo mais viver sem aquela  que aprendi a gostar desde criancinha, mesmo sem a ter visto. E a pressa de dizer tudo rapido, esbaforido, como se fosse perder o trem das onze do Adoniran nao da tempo, ponto, nem pausa dois pontos, virgula, travessao se desconhece como se as palavras paridas por ai fossem escapar por bueiro caindo no Tiete ou Pinheiros, se afogando em intensidade. Enfim as vezes se da um respiro e se percebe este ser vivo que nos envolve e abraça nessa camisa de força viva e nesse sanatario ao ar livre, entre iguais nao nos disfarçamos e nao nos percebemos, no ceu plumbeo comum de cada dia entre bilhoes de particulas de dioxido de carbono as vezes vivo, mais raramente respiro. Inalo muitas coisas diferentes de ar, talvez seja camara de gas do Hitler, disfarçada, como os prisioneiros daquele ja tomando agua fluorada para acalmar e levar tudo 'de boa'.
Coisas de amor bandido, louco, desmedido como aquele estranho amor, tudo que odeia e rejeitado, acho que esta e Sao Paulo.

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