Do trigresimo segundo andar
Era melhor porque via o Othon
A sua piscina lotada vista do Copan
E pensava seriamente ser deus
Prisioneiro de megalomania
Construida nas alturas e frisos
Externos do predio, onde rastejava
Entre o vao da janela e a varanda
Tao imaginaria, mas concreta
Como a queda esfacelante
Se houvesse mas louco guiava-me
E devoto desse anjo decaido
Tornei-me quando o vi subir
Tres andares sem esbaforir
Com sua formosura e elegancia
Divinas mas com lama nas vestes
Essa antitese na representaçao
Me fascinava como a ebrio
Fascinado demais pela cor
Quando as tardes eram azuis
Hoje lembro das bossais figuras
Imagens carcomidas pelo tempo
Exagerei no tom das cores
Elas borram como as cinzas
Que se jogam ao mar e vento
Oitavos andares fasciam mais
Mais proximos do chao
Voos mais curtos, quedas menores
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