Tenho saudade do
trigésimo andar
Quando nossas vontades eram aladas
Num friso emprestado, externo
Além da abertura da janela, engatinhávamos
Nos vãos dos deslizes do arquiteto
E eu emprestava minha armadura
Contemporânea com muitos raios
Que rasgavam minhas pernas
Os músculos avançavam no movimento
Eu emprestava um outro olhar
Estranho ao meu nesse universo polar
Difícil separar a fantasia do mundo
Eu tento as vezes me livrar da infância
Mas sinto que a tardia é tempestiva
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