terça-feira, 19 de maio de 2015

Infância do amor

Tenho saudade do trigésimo andar
Quando nossas vontades eram aladas
Num friso emprestado, externo
Além da abertura da janela, engatinhávamos
Nos vãos dos deslizes do arquiteto
E eu emprestava minha armadura
Contemporânea com muitos raios
Que rasgavam minhas pernas
Os músculos avançavam no movimento
Eu emprestava um outro olhar
Estranho ao meu nesse universo polar
Difícil separar a fantasia do mundo
Eu tento as vezes me livrar da infância
Mas sinto que a tardia é tempestiva 

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