Eu vi a magia se instalar em minha frente
enquanto passeava com meu cão
entre a mata do parque e a trilha.
De repente, uma brisa suave soprou
e parece ter trazido algum som que despertou
minha visão para o cantar das folhas
que se tornavam pétalas na aleia do parque,
parei por um momento e congelei a cena em meu cristalino,
as pétalas-folhas, disputavam espaço entre si às dezenas,
centenas e milhares, no angulo de 180 graus,
que meu olho não conseguia registrar a coreografia viva
do universo em sua totalidade,
embriaguei-me e perdi os sentidos
e me deixei levar e anular silencioso nas minhas indagações,
preocupações medíocres e comezinhas,
deixei a chuva de folhas banhar-me na sua totalidade,
enquanto ouvia com olhos o respiro do mundo na minha frente.
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