segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Pássaro

Às vezes sinto a paz
Dos pássaros em revoada
Que do alto levitam e planam
A pluma não conhece fim
Solta no céu está levitando
Como a rara beleza inefável
Voo, arrasto e flutuação
Vai, cai, sobe e se esvai
Nesse balé invisível da vida
O único lugar no auditório
Ainda está vazio
Caminho em minha própria estreia
O medo me habita
Porque decidi habitar o escuro


Sergio Guarani  06.10.14

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