Eu acordei o mundo
Ele ficou assustado
Tão habituado
estava
Ao seu sono profundo
O mundo era meu
quintal
Depois expandi uns
muros
Adiante mais um
bairro
Um dia atingi a
cidade
Assim avancei mais
alfândegas
Atravessei pequenas
fronteiras
Quando na verdade
A única que deveria
ultrapassar
Estava dentro de mim
Esse é o mundo
abalado
Atingido na
profundidade de sua crosta
Não há tanto magma
para jorrar
Há a fonte pulsante
e assustadora
Pronta para
sintonizar em ondas no ar
Esse é o mundo que
conheço
Mundo limitado,
mundo mudo
Nada a comunicar, só
a mostrar
Estou aprendendo a
ouvir
Naquilo que vejo ao
redor
E ver o som dos
movimentos
Tento falar com meu
silêncio
Quase nunca consigo
Porque a verborragia
Atinge no
subterrâneo
De meu pequeno mundo
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